O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26.01), trouxe sinais relevantes para o cenário econômico brasileiro. As projeções indicam nova redução da inflação para 2026, enquanto as estimativas para PIB, taxa básica de juros (Selic) e câmbio permanecem, em grande parte, estáveis no curto prazo, com ajustes moderados nas projeções de longo prazo.
A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela terceira semana consecutiva, atingindo 4,00%, reforçando a expectativa de desaceleração inflacionária no médio prazo. Para 2027, a estimativa permanece em 3,80% há 12 semanas.
No que diz respeito à atividade econômica, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) segue estável. Para 2026, a projeção permanece em 1,8% pela sétima semana consecutiva. O mesmo percentual é esperado para 2027, mantendo estabilidade há quatro semanas.
No câmbio, a projeção para o dólar em 2026 segue em R$ 5,50, nível mantido há 15 semanas. Para 2027, houve uma leve elevação, com a estimativa passando para R$ 5,51. Esses dados indicam um cenário de relativa estabilidade no curto prazo, com ajustes graduais nas expectativas futuras, refletindo fatores estruturais e conjunturais da economia global.
A taxa básica de juros (Selic) projetada para 2026 permanece em 12,25% ao ano, mantendo-se nesse patamar pela quinta semana consecutiva. Para 2027, a mediana segue em 10,50%, estável há 50 semanas. Já para 2028 e 2029, as projeções indicam 10,00% e 9,50% ao ano, respectivamente.
Mesmo com a perspectiva de queda gradual, o nível de juros ainda elevado reforça a importância de soluções que tragam segurança, mitigação de riscos e melhores condições de acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios empreendedores.